Dia 17 fomos a Marselha.
O turismo da cidade se dá em torno do Port Vieux, uma enseada quadrada, que tem por entrada um forte em cada lado: o forte Saint Jean e o forte Saint George (Rever!). Em torno da enseada, prédios que lembram a arquitetura veneziana. Um mundaréu de barcos de diversos tamanhos estão ali atracados.
Nela estivemos na abadia de São Vitor, uma igreja do século V onde ainda se preserva uma cripta com sarcófagos pagãos, mostrando que o local fora antes um cemitério romano. Há também tumbas cristãs, principalmente medievais.
O rapaz que toma conta é muito animado com o sítio. Nos fez ver um vídeo sobre a igreja e mostrou altares, um do século V.
Infelizmente, eu queria pegar um barco para ver as famosas calanques e tivemos de abreviar o filme e a conversa com ele.
Mas o passeio que queríamos, visitando a ilha Friuol e o castelo de If estava suspenso pelo mar agitado, que não permitia desembarque seguro lá.
Comemos algo leve e tomamos um outro passeio, mais longo e por calanques maiores. Esse barco saiu pelo mar agitado e a tripulação recomendava sempre que se ficasse sentado.
A meu lado sentou-se um londrino grande e divertido. Vermelho como um pimentão. Fomos conversando. Às vezes, eu explicava a ele o que era dito pelo capitão.
O mar azul escuro, contrastava com os rochedos brancos das montanhas calcárias que circundam a região. Alguma ilhas, inclusive a de If, com o castelo que ficou famoso como cenário do conto O Conde de Monte Cristo.
Do barco também se divisa a catedral, em estilo bizantino, e a basílica de N. Sra. da Garde, padroeira da cidade, que se situa numa colina alta, a exemplo da igreja da Penha, no Rio de Janeiro, ou do mosteiro da Penha, em Vitória. Vê-se também a cidade e seus subúrbios à beira-mar, as vilas de pescadores, o estádio do Olimpique etc.
Depois de meia hora de navegação, o barco passa por um estreito conhecido como dos Macacos, por uma razão que não consegui entender. Um bando de garotos e garotas tomavam banho de sol. Fomos recebidos por uns 3 ou 4 rapazes exibindo a bunda para nós. Gargalhada geral e palmas.
Os calanques são um fenômeno que na França só ocorrem ali. Praias de enseada, com fundo branco, porque as águas são cristalinas e deixam ver o fundo do mar, foram em parte tomadas por algas que se prendem no fundo e escurecem as águas do mar. Assim, ficam manchas de um azul turmalino na enseada.
Uma das calanques fica a 30 minutos a pé da universidade local. O capitão comentou: "assim, vocês podem ver como é dura a vida dos estudantes!".
Tentamos a pé ir até a catedral, mas ela fica mais longe do que pensávamos. Desistimos e voltamos para Nîmes.
Segue para Villeneuve les Avignon ...
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