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CADERNOS DE VIAGEM

AMÉRICA DO NORTE - Canadá - Região Leste - Ontario

Ottawa

O próximo passo em território canadense foi Ottawa, a capital do país e antigo país dos índios ottoways.

Ottawa é uma cidade tipo Brasília de alguns anos atrás: essencialmente administrativa. Suas ruas são largas e limpas, algumas reservadas apenas para o trânsito de ônibus (a maioria dos quais articulado, com portas que se abrem automaticamente quando você desce o degrau para sair).

Caipira devia ser proibido de viajar para fora. Dei meu maior fora nessa viagem: não sabia que precisava descer os degraus do ônibus para a porta abrir e fiquei lá do fundo mostrando para o motorista que a porta não havia aberto. Até que alguém disse o que eu deveria fazer. Caipira é u'a m..... atraso!

o Parlamento


A colonização local começou a se intensificar depois que os ottoways firmaram um tratado de paz com os Estados Unidos a 30 de agosto de 1831. Por esse tratado, os índios tiveram garantida uma reserva cuja área era de cerca de 27 mil hectares (Franklin County). A primeira tribo que se mudou para lá saiu de Blanchard, um braço do rio Grande Auglaize e da vila de Oquanoxa, às margens do rio Pequeno Auglaize, no Ohio. Vinham sob a liderança de um cacique chamado Notno.

Um segundo bando se mudou de Roche de Boeuf e Wolf Rapids, às margens do rio Miami, tributário do lago Erie, também no Ohio. O chefe deles era o cacique Com Chaw, que se tornou o chefe das duas tribos. No seio dessa nova comunidade apareceram cargos típicos de brancos: um vice-chefe, um chefe militar e um coletor de impostos. Também o concelho da tribo assumiu papéis de vereadores. Em 1862, os ottoways se tornaram cidadãos americanos.

Eles cultivavam roças e viviam em paz com os brancos das vizinhanças.


rio_ottawa

Pelo centro da cidade passa o Ottawa River, que já foi chamado de Marais des Cygnes. Ele transpõe uma barragem, se divide em dois braços, com a ilha Vitória ao centro. Nessa ilha há uma velha usina. O braço direito segue em nível até a casa de máquinas, onde está o gerador de energia numa espécie de silo. Da parte baixa do silo sai a água de volta ao leito normal. Mesmo o braço direito tem dois canais, um de "ladrão" e o outro, cerca de 6 metros acima, vai para o gerador.

Quilômetros adiante, o rio recebe as águas dos rios Gatineau (à esquerda) e Rideau (à direita). O rio Gatineau cai em delta no Ottawa River. É maior que o Tietê e onde despeja suas águas no Ottawa há um parque. Já o Rideau cai numa bela cachoeira encimada por um mirante.


A cidade não é grande, mas dizem ser cara a vida ali. Afinal, é a capital do país e para lá afluem lobistas de todo o Canadá.

Há o centro administrativo, um conjunto de prédios tipo medieval, de tetos verdes, à margem do canal Rideau e de costas para o rio Ottawa. São três enormes edifícios nesse estilo. Nesse centro está o Parlamento. Pode ser visitado, mas não pude fazê-lo pelo adiantado da hora.


canal rideau     O canal Rideau é um braço do rio Rideau (que está no nível da parte alta da cidade, pois como descrevemos, cai no rio Ottawa como uma cachoeira) e que permite subir do rio Ottawa para o rio Rideau por uma série de pequenas eclusas. Há uma empresa que explora esse trajeto.

No inverno, o canal congela e serve de pista de patinação. 


A influência francesa na cidade é nítida. Todas as indicações geográficas vêm numa fórmula curiosa: Rivière Ottawa River, Rue Central Street e assim por diante. O povo nem sempre fala inglês. Uma garota estava sentada e me aproximei para um papo. Ela simplesmente fez cara de quem não entendia inglês. Perguntei em francês macarrônico se ela era francesa. A resposta foi pronta: "surtout française". Também indo para Halifax a moça que se sentou a meu lado e não falava uma só palavra em inglês. Disseram-me que esse pessoal pega os piores lugares no mercado de trabalho, pois os de origem inglesa se dispõem a aprender francês e levam vantagem. Os franceses reclamam de discriminação e querem se separar do Canadá inglês.

Ainda no centro há vários prédios bonitos, de vidro e alumínio. Em particular, vale a pena visitar o Arquivo Nacional do Canadá e passear pela Universidade local (no centro da cidade).

 

 

 

 

Segue Montreal ...

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