Fomos a Luxemburgo e à Bélgica. De volta à França, no dia 2, estabelecemo-nos em Reims (leia-se rãms). A canícula continuava. Andar nas ruas foi um tormento. Sempre procurando as sombras e bebendo muita água, cerveja ou diabolo (u'a mistura de água gasosa gelada e um xarope. O meu predileto é o de menta. Mithiko, mais tradicional, geralmente pega o de limão).
Estivemos na noite do primeiro dia em Reims diante da catedral às 11 horas da noite para ver o espetáculo de luzes sobre o edifício. Mas, dizem, devido ao calor, não houve a projeção.
No dia 3 fomos conhecer o interior da catedral, onde entre 1027 e 1792 (ano da Revolução) foram coroados todos os reis da França, exceto Louis VI e Henri IV. Depois da Revolução, apenas Charles X, em 1825.
A mais célebre das coroações foi a de Charles VII, levado a Reims pela tenacidade de Joana d' Arc.
Na praça defronte à igreja, um grupo de brasileiros parecia perdido e com calor.
Em seguida, fomos à basílica de Saint Rémy (São Remígio), erguida no lugar onde o rei franco Clóvis foi batizado pelo bispo Rémy.
Seu sarcófago fica no interior de um mausoléu grande, cercado de estátuas dos duques e condes franceses medievais, alguns deles bispos também.
Ali aprendi que na França o termo basílica se usa para igreja que guarda relíquias de um santo.
O calor continua brabo!!!
À noite voltamos à catedral para ver o famoso espetáculo de luz e som, mas devido ao calor, ele foi cancelado. Muita gente esperava o espetáculo.
Na noite seguinte, fomos conhecer a abadia real de Saint-Rémy. Ao lado dela, uma amostra de sarcógafos merovíngios e carolíngios, peças do museu da abadia.
À noite, voltamos à praça. Desta vez, a apresentação ocorreu. A basílica estava iluminada por uma luz branca e suas torres contrastavam com o azul escuro intenso de uma noite iniciando no verão do hemisfério norte. De repente, essa luz se apaga e figuras coloridas começam a povoar a fronte da igreja. Sem narração, a sequência nos parece mostrar a evolução, o apogeu da igreja e sua decadência e posterior reconstrução.
No período de apogeu, figuras fazem reverência, como se a plateia fosse o rei entrando na nave principal para coroação.
As figuras bíblicas que ornam a frente da igreja ganham cores.
Segue para Chartres ...
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